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Surdo consegue comprar marmita

domingo, novembro 17, 2013

Hoje meu filho foi passar o dia com um coleguinha. Ficamos só eu e minha filha. Fomos almoçar no Shopping e antes parei no posto para abastecer e comprar água. 

No balcão, um homem levantava os braços, fazia gestos. Parecia muito nervoso. Eu já pensei comigo: "Será que é surdo?"

Minha filha (tímida e morrendo de vergonha) já me alerta: "Mamãe, e se ele não for surdo? Você vai se meter onde não é chamada."

Eu respondi: "Se ele não for surdo, eu me desculpo. Explico meu trabalho e entrego meu cartão."

Acho que ela quer morrer comigo. kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Bem, me aproximei e percebi que o homem sinalizava muito bravo. Parecia revoltado e tentava explicar algo que a moça não entendia.

Eu sinalizei um "Precisa de ajuda?" pra ele e logo pude perceber o alívio em seus olhos. Sim, ele era surdo. Ele estava comprando sua marmita e sabe o que ele queria? Que a mulher colocasse primeiro o arroz e o feijão por cima.

A moça me disse que ele almoça lá quase todos os dias e sempre é essa briga. Ele mora em Itapira, vem para vender adesivos na hora do almoço. Putz... Eu quando vou comprar marmita, aviso a atendente para colocar primeiro o arroz e o feijão por cima. Não gosto de comer comida "afogada" no caldo do feijão. Imagina esse homem comendo todo dia a comida "afogada" no caldo do feijão?

Eu expliquei pra ela e ela entendeu. Sentiu-se mal. Pediu mil desculpas e na hora refez a marmita. Coitado!!! Ele saiu de lá tão feliz...

Uma coisa tão simples... Ai tô pensando nele até agora...


Foto: Estou na loja e encontro meus amigos surdos Adão e Helena. Botamos o papo em dia enquanto todo mundo olhava para nós. Como é bom poder conversar sem se preocupar com o tom de voz (se você está gritando, falando alto ou baixo)... Amoooooooo!


Depois do incidente no Restaurante do Posto de Gasolina, vamos ao Shopping. Almoçamos, batemos papo e vamos dar uma volta nas lojas. O duro é todo mundo ficar olhando a gente conversar. Fica uma platéia em volta.
Estou na loja e encontro meus amigos surdos Adão e Helena. Botamos o papo em dia enquanto todo mundo olhava para nós. Como é bom poder conversar sem se preocupar com o tom de voz (se você está gritando, falando alto ou baixo)... Amoooooooo! 

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